O consumo de peixes e frutos do mar vem ganhando cada vez mais espaço no varejo alimentar ao redor do mundo. Mudanças no comportamento do consumidor, maior preocupação com a saúde e a busca por alimentos práticos estão transformando o papel do pescado no dia a dia das pessoas.
Nos últimos anos, o pescado deixou de ser visto apenas como um alimento consumido em ocasiões específicas e passou a ocupar um espaço mais frequente na alimentação cotidiana. Esse movimento acompanha uma tendência global de valorização de alimentos nutritivos, naturais e de preparo simples.
Dados recentes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostram que a produção mundial de pesca e aquicultura atingiu 223,2 milhões de toneladas em 2022, o maior nível já registrado. O crescimento reflete o aumento da demanda por proteínas aquáticas e a expansão da aquicultura como forma de atender ao consumo global.
O pescado como aliado da alimentação saudável
Um dos principais fatores que impulsionam o consumo de pescados é a busca por uma alimentação mais equilibrada.
Peixes e frutos do mar são reconhecidos por seu alto valor nutricional e por fazerem parte de dietas consideradas saudáveis. Entre os principais benefícios do pescado estão:
- proteínas de alta qualidade
- vitaminas e minerais essenciais
- ácidos graxos ômega-3
- menor teor de gorduras saturadas em comparação com outras proteínas animais
Essas características fazem com que o pescado seja cada vez mais recomendado em dietas equilibradas e programas de alimentação saudável.
De acordo com estudos internacionais, o consumo global de pescado continua em crescimento e deve atingir aproximadamente 21,4 kg por pessoa por ano até 2033, segundo projeções do relatório OECD-FAO Agricultural Outlook.
Esse aumento está diretamente ligado à maior conscientização sobre saúde, nutrição e qualidade da alimentação.
A conveniência também impulsiona o consumo
Outro fator decisivo para o crescimento do pescado no varejo é a conveniência.
Durante muito tempo, muitos consumidores evitavam preparar peixe em casa por considerar o processo mais trabalhoso. Limpeza, retirada de espinhas ou dúvidas sobre o preparo eram barreiras comuns.
Nos últimos anos, no entanto, o varejo de pescados evoluiu significativamente para atender essa demanda por praticidade.
Hoje, muitos produtos chegam ao consumidor já:
- limpos e prontos para preparo
- porcionados em cortes padronizados
- congelados com tecnologia que preserva qualidade e sabor
- embalados de forma prática para consumo doméstico
Essa transformação facilita o preparo no dia a dia e reduz as barreiras para o consumo de peixe em casa.
O varejo britânico como exemplo dessa tendência
Estudos sobre o comportamento do consumidor no Reino Unido mostram de forma clara como essas tendências impactam o mercado de pescados.
Uma análise publicada pela revista especializada Seafood Brasil aponta que o crescimento da categoria no varejo britânico está fortemente ligado justamente à conveniência e à percepção de saudabilidade do pescado.
Produtos com maior valor agregado, como filés porcionados, itens prontos para preparo e refeições prontas com peixe, têm apresentado melhor desempenho nas vendas. Esses formatos facilitam o consumo doméstico e ajudam a integrar o pescado à rotina alimentar das famílias.
Além disso, a comunicação sobre benefícios nutricionais e qualidade do produto também contribui para aumentar a confiança do consumidor e incentivar o consumo.
O mercado brasileiro também mostra sinais de crescimento
Essa tendência global também começa a aparecer com mais força no Brasil.
Dados de mercado indicam que o consumo de pescados no varejo brasileiro cresceu 8,2% entre janeiro e setembro de 2025, segundo levantamento da empresa de inteligência de mercado Scanntech.
No mesmo período, o preço de outras proteínas apresentou aumentos mais significativos. Enquanto a carne bovina registrou alta próxima de 25%, os preços dos peixes tiveram variação média de 2,1%, tornando o pescado uma alternativa cada vez mais competitiva na cesta de proteínas do consumidor.
Além disso, a produção nacional de peixes também segue em expansão. A piscicultura brasileira registrou crescimento de 9,21% em 2024, aproximando-se de 1 milhão de toneladas produzidas, de acordo com dados do setor.
Esses números indicam um cenário positivo para o desenvolvimento do mercado de pescados no país.
O papel do varejo nessa transformação
Com o avanço dessas tendências, o varejo de pescados também vem se transformando.
Peixarias modernas e redes especializadas passaram a investir em:
- melhor apresentação dos produtos
- maior variedade de espécies e cortes
- padronização e qualidade das embalagens
- comunicação clara sobre origem e benefícios nutricionais
Essas mudanças ajudam a reduzir barreiras de consumo e tornam o pescado mais acessível para diferentes perfis de consumidores.
Ao oferecer produtos práticos, confiáveis e com boa apresentação, o varejo contribui diretamente para ampliar o consumo de peixes e frutos do mar.
O modelo da Capitano acompanha essa tendência
Dentro desse cenário de crescimento do consumo de pescados, o modelo da Capitano está alinhado com as principais transformações do mercado.
A rede aposta em um conceito de peixaria moderna, com ambiente organizado, variedade de espécies e cortes, além de produtos selecionados e embalados com procedência.
Esse formato busca aproximar o consumidor do pescado e tornar o consumo de peixes e frutos do mar mais simples no dia a dia.
Ao oferecer praticidade, qualidade e uma experiência de compra diferenciada, a Capitano acompanha uma tendência global: tornar o pescado cada vez mais presente na alimentação das pessoas, conectando conveniência, saudabilidade e confiança na origem dos produtos.